Grupo Expressivo

O Grupo expressivo compreende diferentes metodologias e técnicas expressivas (dança, teatro, música, movimento, plástica) e visa a capacidade em colocar algo de dentro para fora, o expressar. É constituído por utentes do Lar Jorbalán e utentes que durante o processo de grupo saiam para a vida em autonomia e queiram continuar a participar. O grupo reúne-se semanalmente no Lar Jorbalán, e é sugerida uma temática, desafio, debate ou reflexão recorrendo a outras formas de expressão além da fala. É, assim, pedido que se encontre, conheça e capacite outras formas de comunicação e expressão, como o movimento, gesto, desenho, música. Encontrando e renovando formas de comunicar (consigo, com o outro, com o grupo, com o mundo), proporcionando relações pessoais e interpessoais positivas e gratificantes e permitindo uma constante simulação da realidade.

No Grupo Expressivo, a utente acaba por se conhecer a si própria e a cada uma mais completamente, permitindo a partir daqui relacionar-se melhor consigo, com os outros no grupo e nas situações da vida do dia a dia.

grupo expressivo

O grupo funciona com a seguinte missão:

  • Criar um ambiente favorável à descoberta, desenvolvimento e reforço de competências pessoais e sociais;
  • Promover o crescimento pessoal e relacional;
  • Promover a autoestima;
  • Promover a aquisição de ferramentas para lidar com a mudança;
  • Estimular a comunicação nas suas diferentes formas;
  • Facilitar a exploração de distintas possibilidades de ação perante as situações de desigualdade, exclusão e opressão;
  • Criar espaços de encontro e partilha, proporcionando o emergir de ligações e diminuição do isolamento social, favorecendo a resiliência;
  • Promover o autoconhecimento;
  • Proporcionar um espaço lúdico, de libertação e de divertimento.

O uso de mediadores expressivos no trabalho em grupo tem inúmeras vantagens, nomeadamente com pessoas que têm dificuldades na relação com o outro e que de alguma forma se encontram em isolamento social. Um grupo expressivo recorre a mediadores como a dança, música, movimento, corpo, pintura, barro, escrita, para colocar algumas questões da relação consigo próprio, com o outro e com o mundo. Permite abrir novos canais comunicacionais e relacionais e de uma forma ativa a participante poder-se conhecer de uma forma autónoma, respeitando o seu tempo e espaço no grupo. Podendo assim no e através do grupo, encontrar formas de se valorizar e de aumentar a confiança e autoestima. Uma transformação interna estimulando sempre a autonomia, empoderamento e um novo percurso.